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Obrigada...

por lady magenta, em 28.04.12

Este é um comentário que me foi deixado no post anterior.

Ao lê-lo, foi como levar uma chapada na cara, abanarem-me o chão, devolverem-me à vida...

À pessoa que o fez deste blog, só posso dizer obrigada...Por ajudar a colocar lágrimas e sorrisos, tudo ao mesmo tempo, numa cara que já nem é de gente, apesar de ser gira e estar maquilhada...Quase que jurava que está em sintonia com os meus "vintage friends", pois passam a vida a repetir-me exactamente as mesmas coisa, mas quis esta coisa que nos liga pelo Universo fora, que só prestasse atenção às suas palavras...

Obrigada.

Por me ter feito ver que tudo vale a pena. O sentido da vida não está no facto das situações que experimentamos, mas sim na forma como lidamos com elas...; )

 

p.s- E desculpe ter escarrapachado aqui o seu comentário...Mas é isto! é como ter tido uma epifânia de repente!

 

 

"Não existem coisas desinteressantes. Existem pessoas que se interessam e pessoas que não se interessam. Logo, tudo passa a ter importância e valor quando escreves e quando alguém lê. Mesmo que ninguém o leia, partilhaste os teus pensamentos, a tua vida, expuseste a tua dor, a tua paixão, tiraste coisas de dentro de ti, arranjando espaço para mais (boas e menos boas). Não existem soluções mágicas para estas situações, ninguém nos avisa que vai ser assim, a vida, para escolhermos sofrer ou não sofrer. Sem poder de escolha, optamos, na sua grande maioria das vezes, seguir em frente.

 Pegamos nos momentos bons, nas recordações que criámos e pensamos que, afinal, terá valido a pena. É complicado não sofrer por antecipação...é tremendo manter a postura, o sorriso na cara, ser a tal super-mulher ou homem. Faz o que estiver ao teu alcance e nunca penses duas vezes em pedir ajuda, um ombro amigo, dois ombros amigos. A vida tira-nos coisas valiosas, mas também retribui com outras. É preciso acreditar nisso para seguirmos caminho.

Já tive de "seguir caminho" algumas vezes, pelas mesmas razões que tu e por outras mais igualmente excruciantes. Lamento ter passado tudo tão rápido, isto é, numa situação em particular, quando tudo aconteceu, estava concentrada noutras coisas, também relacionadas com doença, que nem vi/vimos o dia chegar. Foi de repente. E o luto começou uns dias depois. Primeiro veio o choque, a sensação de estar a viver uma partida de mau gosto, depois, vim a mim. Perdi tudo e quase todos num só ano. Fui ao fundo do poço e, com tempo, comecei a subir. Costumo dizer que já vivi várias vidas. Cada vez que alguém "segue caminho" (permite-me o eufemismo), eu morro e renasço outra vez. Algo muda em mim, cria-se uma vazio, mas o espaço ocupado por quem partiu, aumenta. 

Não me sendo possível mudar o passado, o que é que gostava que tivesse sido diferente: ter-me despedido da minha mãe, ter tido condições económicas para lhe ter dado conforto durante a sua vida, ter tido poderes mágicos para garantir que ela havia sido feliz. Assim, o que gostava eu de te dizer...dizem que não nos conhecemos, mas acredito que fazemos parte de um todo. Acredito que, ao ajudar alguém na rua, estou a ajudar o filho de alguém, o irmão de alguém e que, se tiver alguém meu na mesma situação, existirá outro alguém a fazer o mesmo que eu.

Por isso e por nada, não te isoles, chora o que te apetecer, ri quando tiveres vontade, não desperdices um momento feliz e proporciona momentos felizes aos teus, usa as tuas melhores roupas no dia-a-dia e não guardes o serviço vista alegre para uma ocasião especial. Todos os dias são especiais e uma "bênção".  Faz coisas simples, a tua presença, o teu sorriso, o vestires uma peça de roupa que estes te ofereceram...o ouvires a mesma história contada por eles 100 vezes! :-) Não te canses de dizer que os amas e pensa que tens todo o direito em questionar esta vida. O meu objectivo de vida, é ser feliz. Se for por 10 anos, ou 200 semanas, que o seja. Mas no final, é isso que vai contar, se fomos felizes e vivemos a nossa vida ao máximo.

Encontra o teu caminho, as tuas soluções. Só tu sabes o que sentes... A tua vida irá continuar. Não terás outra hipótese. Faz o que achares melhor para ti. Nada é irreversível, excepto a morte. Ser super-mulher é exactamente o que tu és...reconhecer os teus limites, brincar com eles, chorar por eles e estar de rastos nos dias que assim estão destinados. O oposto disto tudo, seria fingires que nada está a acontecer e desapareceres do mapa. E, algo me diz, que não serás assim. E essa é a tua força. E esta não se esgota.

Desculpa a intromissão e este discurso longo. Sente estas palavras como um abraço apertado, vindo de alguém que se interessa e que luta para viver o seu luto e para manter a sua busca pela felicidade. É possível. Um dia de cada vez."  

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publicado às 16:37


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